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Bento Gonçalves e o Vale dos Vinhedos

22.03.2017

Queridos, hoje inicio através desse texto um sonho muito antigo que une duas das minhas paixões: viajar e escrever.  Vários amigos sempre me pedem os roteiros de viagens que faço e quando vou escrever os meus pesquiso muito! E acho muito válido cada blog de viagem que acesso, cada experiência que leio e cada opinião que é registrada.

 

Então, aqui está o meu blog, as minhas viagens, o meu olhar e os meus roteiros! Espero que gostem, vou compartilhar com muito carinho as minhas experiências (junto com o marido) mundo afora! Tem dois temas que vocês provavelmente vão ver muito por aqui: arquitetura e vinhos, (não necessariamente nessa ordem rsrsrsrs) porque são minhas duas paixões, mas prometo que vou tentar não falar só disso hahahaha.

 

Resolvi, então, começar pela minha viagem mais recente, que aconteceu durante esse último feriado de Carnaval, onde fomos conhecer o Sul do país e as terras vinícolas brasileiras!

 

Bento Gonçalves e o Vale dos Vinhedos

Conhecendo o Sul e o paraíso das Vinícolas Brasileiras!

 

Pousamos em Porto Alegre na madrugada de sábado (25/02/17), alugamos um carro e seguimos rumo a Bento Gonçalves para visitar o tão falado Vale dos Vinhedos. Nosso roteiro basicamente foi: vinho e vinícola. (que, claro, tem a arquitetura das bodegas que tanto me fascina!)

Uma curiosidade: Por que nós escolhemos Bento Gonçalves para ir no Carnaval? Bom... Primeiro porque estávamos mais tranquilinhos esse ano e preferimos o sossego e, segundo, porque durante nossa viagem À Mendoza em Nov/16 um casal nos perguntou como eram as vinícolas brasileiras, como a região se chamava, qual era o vinho Brasileiro que recomendávamos e... Estávamos em Mendoza e não conhecíamos o nosso país. Ficamos tão chateados e envergonhados que decidimos conhecer essa parte do nosso país o mais rápido possível.

 

Recomendo: se você gosta de vinho, vá para Bento Gonçalves. O Brasil possui vinícolas fantásticas, paisagens estonteantes e pessoas extremamente carismáticas, com histórias lindas pra contar!

Tínhamos um roteiro pré elaborado mas, dessa vez, resolvemos fazer diferente do que costumamos e nos perdemos por lá. A parte que mais gostamos foi de nos perder pelas estradinhas do Vale dos Vinhedos, onde acredito que se concentre a maioria das vinícolas.

 

Bento Gonçalves é uma cidade pequena e, apesar de ser uma região vinícola, tem sua economia baseada no setor moveleiro e metalúrgico. Ali pertinho, em Pinto Bandeira, fica o 2° melhor terroir do mundo para produção de espumante (depois da França, gente! Do Champagne! Somos demais! Hahahaha). Na cidade não há muito o que fazer e existem restaurantes excelentes no Vale dos Vinhedos também, então desta vez ficamos mais nessa rota.

 

Dia 01

Não somos fãs de agências de viagem, mas escolhemos um passeio que só era possível fazer pela Giordani Turismo e do qual não nos arrependemos. 

 

Começamos na manhã de sábado, quando o translado nos buscou no hotel, próximo das 8h. Nossa primeira parada foi na Vinícola Cainelli, que fica numa casinha antiga que era da própria família e onde agora funciona um museu e uma loja. Essa casa super charmosa tem base em pedras típicas da região e parte superior em madeira pintada de colorido e muito bem conservada. Um charme à parte!

 

 

 

 

Uma vinícola familiar, conduzida por um dos 11 filhos do primeiro dono que veio da Itália, Roberto Cainelli (à esquedar na foto), sua esposa e esse personagem ilustre do qual infelizmente não me lembro o nome, mas que fez toda a diferença no nosso passeio (à direita). 

 

Como estávamos na época da Vindima (colheita de uvas – de Janeiro à Março), os parreirais estavam cheios e tivemos três experiências muito interessantes aqui: Colhemos a uva do pé, participamos do merendin (lanche italiano feito em meio aos parrerais com músicas típicas como eram feitos antigamente) e, por último, pisamos nas uvas colhidas. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ao final do passeio, fomos conhecer a Salton, onde tivemos um mini curso de harmonização de vinho com queijos e chocolates, muito bacana! Infelizmente por conta dos horários apertados de agências de turismo, o mini curso foi bem rápido, mas em compensação, descobrimos vinhos tintos muito bons na Salton. Recomendo que quem quiser ir à Salton vá sem agência, até porque eles possuem um bar para degustação onde fomos muito bem atendidos!

 

Por último, perto das 14h, finalizamos nosso passeio com um almoço espetacular na vinícola familiar Cristofoli. Dessa vez não tivemos a oportunidade de conhecer a vinícola, mas o atendimento da Bruna foi sempre fantástico desde o meu primeiro contato e ela foi muito atenciosa com o menu dos vegetarianos, preparando um acompanhamento especial para nós. 

O menu (maravilhoso), feito pela mãe e pela tia da Bruna, contava com uma salada de entrada (com um molho feito de banana, espetacular!!), espaguete caseiro com molho de tomates (um dos melhores que já comi na vida!), acompanhado de lombo (para quem comia carne) e legumes com quinoa para nós vegetarianos. De sobremesa, um doce que me surpreendeu muito: sagu com morango! Divino com o espumante que foi servido! (Perdoem, estava com tanta fome que não fotografei muita coisa por lá, mas foi a melhor parte, recomendo!) 

 

 

O local onde fomos recebidos para almoçar era muito charmoso! As vigas, trazidas de uma casa antiga, estruturavam a cobertura deste barracão, e algumas pipas antigas se destacavam na decoração. 

Nós gostamos muito dos vinhos que degustamos aqui e trouxemos um Espumante Brut Rose, que foi nosso preferido do almoço harmonizado. 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dia 02 

O segundo dia começou com o pé direito! Muito bem recebidos na casa Lidio Carraro, essa vinícola ganhou meu coração e é a segunda que eu mais gostei do Vale. Eles tem uma filosofia purista para elaboração de vinhos, onde o tipo do solo e o cuidado com ele e com as uvas é fundamental para a qualidade final do vinho, já que não passa por carvalho, o que dificulta “concertá-lo” nas barricas. A casa, onde o Sr. Lidio morava com os pais, te recebe de braços abertos através de um jardim lindo! Lá dentro, parece que você está sendo recebido na sala, mesmo que hoje já tenha uma característica mais profissional. 

 

 

A Lidio foi a vinícola convidada para elaborar os vinhos das olimpíadas e da copa do mundo, exatamente por representarem o Brasil (já que o tipo do solo é tão característico nos vinhos). 

Minha dica é: Conheçam a Lidio Carraro! E comprem os vinhos lá ou nas lojas especializadas em São Paulo, vale a pena cada gole. 

 

 

 

 

 

 

 

 

Depois da Lidio, seguimos por indicação para a vinícola Pizzato, que é a nossa favorita até agora! A vinícola, também familiar, produz vinhos incríveis e tem um atendimento impecável. 

Fizemos a degustação, muito bem conduzida e explicada, e trouxemos alguns bons vinhos de lá. O mais interessante é que eles possuem um espumante vendido com as leveduras! Bacana porque evolui com o tempo e também porque tem sabor e coloração diferenciados, mais parecidos com um vinho branco. Fora a vista do terraço externo, que é lindo e te repeciona de braços abertos logo na chegada.... 

 

 

Durante toda a viagem, focamos nas vinícolas menores, porque era as que tínhamos mais interesse em conhecer. Saímos da Pizzato (já levemente alterados com tanto vinho hahaahha) e seguimos para a Dom Laurindo. 

Vinícola simpática, de arquitetura simples mas com interior de causar sensações. Eu tive a sensação de estar em um castelo mais antigo, sabe? A degustação acontece na entrada, onde os vinhos ficam expostos e você mesmo vai se servindo, bem “à lá vontê” hahahaha 

 

Confesso que depois da Pizzato foi difícil se apaixonar pelos vinhos da Dom Laurindo, mas são ótimos e valem a visita, com certeza! Trouxemos dois tintos de lá, mas perdemos um Cabernet Franc quebrado na mala :( Faz parte, né?! 

Seguimos então para a Milantino, que fica no caminho da Dom Laurindo, voltando para a estrada principal do Vale dos Vinhedos. 

 

Ahhh, a Milantino me impressionou já na chegada! Um contraste entre a edificação antiga e a nova te esperam no estacionamento e, ao entrar na nova, uma mistura de obras de arte e muito, muito cimento queimado levaram meu coração embora! Hahahaha.... Uma bodega bastante atualizada em termos de interiores, gostei muito! 

 

Não foi a degustação mais atenciosa que tivemos, mas os vinhos eram esplêndidos! Também ficamos um pouco chateados porque esta é uma das poucas bodegas que cobram a degustação, mesmo que você leve vinhos para casa... Mas o prédio vale a pena, entrem! Kkkk 

 

Já com muita fome, paramos rapidamente em uma das primeiras vinícolas na entrada do Vale, a Torcello, e fizemos uma rápida degustação conduzida simpaticamente no balcão por um dos someliers da casa. Os vinhos eram muito bons, o ambiente simples, mas aconchegante. Eles tem uma produção pequena e são considerados uma das menores vinícolas por lá. 

 

 

Finalizamos com um almoço em um café ristorante localizado em frente à Torcello chamado Vallontano, onde comemos um risoto “honesto”. Bom, mas nada de especial. Vale a parada se quiser almoçar rapidamente ou tomar um café com sobremesa, gostamos bastante. E não, não teve vinho pra acompanhar porque a essa hora o estômago já estava fermentando...... rsrsrsrsrs 

Passamos depois pela Casa de Biscoitos que fica ao lado do Vallontano e fechamos o dia visitando a Angheben. 

 

A bodega é um grande barracão, sem nada de especial em termos de arquitetura, mas com uma simplicidade encantadora. A equipe te recebe em algumas mesas dispostas naquele barracão e você desfruta à vontade dos vinhos que quiser degustar. As explicações foram bem claras e nos sentimos muito à vontade. Gostamos muito dos vinhos daqui! 

 

Dia 03: 

Esse foi um dos dias mais bacanas que tivemos! Iniciamos às 9h com um mini curso de degustação de vinhos na Aurora. Demos sorte e foi bem particular, só eu, Raony e a Somelier! As explicações foram excelentes, principalmente para nós que não sabíamos muito tecnicamente. Pudemos conhecer linhas muito bacanas da Aurora e a degustação foi toda com os vinhos top de linha. E o melhor: de graça! Não pagamos nada por toda essa atenção. 

 

Saindo de lá passemos pelo Caminho de Pedras e tivemos um dia mais tranquilo, já que teríamos um evento em uma vinícola a noite. Almoçamos no restaurante Nona Ludia, recomendado pela minha amiga Marcela, que oferece um serviço de rodício de massas, carnes e saladas excepcional! E os vegetarianos pagam mais barato e são muito bem atendidos, recomendo! 

 

Visitamos alguns pontos turísticos como uma grande Capela, a Casa da Ovelha que tem queijos maravilhosos e passamos pela vinícola Salvati e Sirena, que é a única que possui um vinho branco muito aromático chamado Peverella. Ótimo para tomar de entrada ou na piscina, trouxemos dois e recomendo a parada para conhecer, mesmo a bodega ainda estando em construção. 

Voltamos para o hotel e fizemos uma rápida parada na Peterlongo, que possui a única Champagne 100% brasileira. Uma história bem interessante... A Peterlongo já produzia essa linha de “espumantes” antes do registro de terroir da França e, quando foi “proibida” de utilizar o nome, entrou na justiça requerendo o direito de manter essas linhas com o nome de champagne, já que se utilizava o mesmo método de produção anteriormente à D.O da França. Conseguiram, então, legalmente o direito de utilizar o nome de Champagne para suas linhas que hoje são consideras Premium. 

 

São muito boas, mas nada de diferente de outros locais, rs, mas vale a parada principalmente pela história. 

 

No período da noite fomos para o “Brinde às Estrelas” na Vinícola Lovara. Gente, que passeio, que jantar! Nós amamos! A comida era saborosa, mas nada gourmetizado como em Mendoza, mas os vinhos eram bons e baratos. Encerramos o evento com um luar em meio aos vinhedos que ganhou meu coração e tudo mais que tinha direito, foi divertido e maravilhoso! Os vinhedos à noite são um espetáculo à parte.

 

 

 

 

 

Dia 4: 

Dia de conhecer o segundo melhor terroir para produção de espumante depois da França: Pinto Bandeira! Sim, brasileiro! Que orgulho! 

 

Saímos cedinho do hotel e paramos no Dona Cuca, no Caminho de Pedras, que estava abrindo às 9h, onde tomamos uma cuca de uva ma-ra-vi-lho-sa com um bom café com leite de café da manhã (porque o do Hotel era um desastre matinal....do tipo "socorro") 

 

 

 

 

 

 

 

Nossa primeira parada foi na recomendadíssima Cave Geisse, um espetáculo: no jardim, na vinícola, na sala de degustações, nos espumantes...em tudo! Fiquei com vontade de voltar e ficar no jardim desfrutando de um bom espumante e comendo uns petiscos, rs. 

 

Dica: reservem a visita e a degustação antes, senão sem chances! 

Fizemos um passeio bacana para conhecer toda a vinícola e pudemos ver os espumantes sendo engarrafados, o que não tínhamos visto em nenhum outro lugar. 

 

A entrada da sala de degustação era incrível! Toda revestida com fundo de garrafas e iluminada por trás, gerando um efeito meio “pub”, meio “night”, meio “achei demais” hahahahaha Amei! Esperei horas para poder tirar uma foto sem ninguém e fiquei olhando todos os detalhes! rs.. coisa de arquiteta, né?! 

 

 

Passamos por outras menores que nem anotei o nome, porque não curtimos muito... Mas depois de ir à Cave Geisse fica difícil se surpreender rs 

Paramos para almoçar na vinícola Dom Giovani. Eles não são abertos ao público e só fazem reservas para turma, mas acabamos conseguindo um espacinho. Primeiro degustamos alguns vinhos na loja, depois fomos ao restaurante para almoçar. 

O almoço, feito à moda “Nona” era composto de uma entrada de salada ao molho de vinho, risoto de alcachofras (espetacular!), uma carne com batatas assadas (comemos só as batatas e estavam incríveis!), e uma sobremesa matadora de figo com cassata de sorvetes! Tudo harmonizado com os vinhos e espumantes da casa, à vontade. Dica aos vegetarianos: depois de amarmos o risoto, descobrimos que ele é feito com um belo caldo de carne e gordura animal, então infelizmente não comam! Passamos umas boas horas digerindo depois.... Agora, para quem come carne: vá e repita, porque era bom demais hahahaahha

 

 

Não é barato, cerca de R$150,00 por pessoa, mas a experiência valeu a pena. Seguimos para o hotel, porque ficamos digerindo o almoço o dia inteiro....kkkkk 

 

 

A noite, fomos ao restaurante “Pizza entre Vinhos”, que fica na estrada do Vale dos Vinhedos e que tem uma proposta bem diferente na carta de vinhos: os vinhos ficam expostos em gôndolas pelo restaurante e, para escolher, você passeia entre eles e pega o seu! 

 

Atendimento excelente, opções diferenciadas e saborosas de pizzas, grande variedade de vinhos e preço justo. Gostamos muito! 

 

 

 

 

 

 

Dia 05: 

Nosso último dia por Bento Gonçalves foi muito bem aproveitado. 

Começamos cedo, como todos os outros dias, e visitamos a Alma Única. Fizemos uma única degustação para o casal (porque aqui começamos a aprender que já era suficiente dividir a degustação hahahahaha), e escolhemos a mais completa: cerca de 13 rótulos entre espumantes, brancos e tintos. 

 

 

 

Não fizemos o passeio, porque acaba sendo muito repetitivo. Nossos espumantes preferidos foram o Prestige e o Nature. (Somos da vibe dos secos rs...). Fotografei o cardápio com os preços para vocês: 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pelo sabor dos vinhos, a vontade era de despachar umas boas caixas, mas..... Vinho no Brasil é caro, infelizmente. 

Recebemos algumas recomendações de conhecer a Casa Valguda. Estávamos fugindo das vinícolas maiores, mas achamos que valia a pena. E sim, valeu MUITO a pena! Vão até a Casa Valduga. Nós não conhecíamos a marca e ficamos extremamente surpresos. Quem compra direto na loja se beneficia de 20% de desconto na tabela de vinhos, o que fica bem tentador...rs.. 

 

 

 

A bodega é linda, parece um castelinho! Dentro também surpreende e a arquitetua se destaca das outras que visitamos no Vale, fiquei encantada! Eles possuem restaurante e hotel também, para os interessados em dar uma estendida.... rs 

 

 

 

 

 

 

Como já íamos retornar para o aeroporto de Porto Alegre, optamos por um almoço mais especial nesse dia. Fomos, então, no recomendadíssimo Hotel e Spa do Vinho. 

Gente, que sonho! Desde a entrada, a arquitetura, o atendimento, os sabores... Tudo muito bacana por lá! Amei! Quem dera ficar hospedada por ali uns diazinhos...rs... 

 

 

Sentamos em uma mesa próxima à janela, onde pudemos desfrutar de uma vista muito bonita para o Vale. O restaurante tem um estilo bem clássico, mais chiquetoso. Não combina muito com o que eu mais gosto em termos de arquitetura, mas temos que reconhecer seu requinte e sofisticação! 

 

 

 

 

 

 

 

De entrada, uma cesta de pães com azeite e patês, maravilhosa! De prato principal, nhoque de batata doce ao molho gorgonzola e de sobremesa um brownie com sorvete! Comida saborosa e um preço razoável (mais barato do que imaginávamos). 

Ambiente bem tranquilo pra desfrutar bons momentos acompanhado de um bom vinho! Com certeza fechou a viagem com chave de ouro! 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Espero que tenham gostado de “passear” um pouquinho com a gente e que as dicas tenham sido úteis! 

Cheers! 

Natália. 

 

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